segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 

Queria que os mochos não piassem com tanta amargura trazendo tanta tristeza aguilhoada no coração, limpar a mente, que mente de tentações e pudores. Uma sociedade onde o materialismo desequilibra o bom viver desenraizando a espiritualidade, a televisão e os meios de comunicação alimentam o consumo e as escolas alimenta o individualismo na competição e tudo leva ao egoísmo valores do materialismo desenfreado.

sábado, 8 de agosto de 2026

 

Instalámo-nos, portanto, na cidade.

Aí toda a vida é suportável para as pessoas infelizes.

Um homem pode viver cem anos na cidade, sem dar porque morreu e apodreceu há muito. Falta tempo para o exame de consciência. As ocupações, os negócios, os contatos sociais, a saúde, as doenças e a educação das crianças preenchem-nos o tempo. Tão depressa se tem de receber visitas e retribuí-las, como se tem de ir a um espetáculo, a uma exposição ou a uma conferência.

De fato, na cidade aparece a todo o momento uma celebridade, duas ou três ao mesmo tempo que não se pode deixar de perder. Tão depressa se tem de seguir um regime, tratar disto ou daquilo, como se tem de falar com os professores, os explicadores, as governantas. A vida torna-se assim completamente vazia.

Leon Tolstoi, in "a vida vazia na cidade”

 

O PODER DESARMADO

Heloneida Studart

Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinha da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre e a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres. Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas.

Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de autoestima. Isso exatamente quando a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, quando as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torna-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.

E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Viva Rita Lee que canta: "nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda e meu peito não é de silicone... sou mais macho que muito homem”.

 OS FILHOS NO QUARTO, NÃO DEIXEM DE LER!!

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares,

  • hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo à distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos. Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é... Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar... Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas, como psicopedagoga, tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor, aceite !
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!
Autora: Cassiana Tardivo
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 energia semelhante ao mel

Os professores taoístas falam sobre a ligação entre meditação, gratidão e a glândula timo. Quando o corpo está relaxado e a energia calma, a glândula timo está saudável. Quando o timo está saudável, ele pode direcionar a energia de cura para evitar doenças no corpo. Mestre taoísta, a pesquisa de Mantak Chia compartilha que a glândula timo produz células T que encontrarão e se livrarão de células anormais.
Quando sorrimos e praticamos a gratidão, os taoístas dizem que nossos órgãos liberam uma secreção parecida com o mel. Esta energia tem uma qualidade doce que nutre o corpo e relaxa o sistema nervoso. Sentimo-nos contentes e pacíficos e nosso corpo funciona adequadamente. Estresse, preocupação, raiva, medo ou tristeza criam uma secreção desagradável no corpo. Isso afetará nosso apetite, aumentará nossa pressão arterial, estressará nosso sistema nervoso e aumentará nossa frequência cardíaca em repouso.
A moral deste post: podemos praticar sorrindo para o corpo e para o timo. Com o tempo, o hábito ganhará vida própria. Nossos corpos serão preenchidos com a doce energia do mel. Nossas boas vibrações se espalharão em nosso ambiente e boas vibrações nos encontrarão - como uma abelha para uma flor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 do livro aforismos memórias reflexões sobre o educar. 

Sempre busquei entender as desigualdades sociais, suas causas e raízes. Não entendia por que, para muitos, nada disso era motivos de preocupações. Na sociedade globalizada, não só a ocidental, mas também na sociedade oriental, os valores morais, sociais e espirituais têm estado em constante transformação.

Percebe-se que há uma desarmonia entre o ser e o ter, e tudo têm caminhado na direção do individualismo. Desde a infância, a educação é forjada pelos condicionamentos sociais, incentivo ao consumo desenfreado, trazendo várias consequências, individuais e sociais de marasmo e de infelicidades.

O sistema econômico é proclamado como o progresso e tudo gira em torno dos interesses econômicos. Vivemos em um novo tempo chamado de Neoliberal, no qual o controle maior é o do “Capital FINANCEIRO”. São os novos tempos, chamados de globalização e ou política neoliberal. Não é mais o capital INDUSTRIAL como sempre fora desde a Revolução Industrial, agora é o capital FINANCEIRO que está na linha de frente, neste sistema é tudo pelo econômico e as regras para o lucro es- tão em primeiro lugar, renegando o ser (pessoa) nos valores culturais e espirituais.

Até mesmo o uso da mão de obra já não se faz necessário, ficou descartado para esse sistema. Portanto, há uma precarização desta. Os empregos são descartáveis. O capital financeiro pode ser definido como a soma de todos os valores adquiridos por meio de transações financeiras. O outro caminho que NÃO é apresentado é CONTRÁRIO aos estímulos à competição, não é visível nem são acreditados, tais são os condicionamentos sociais impostos.

Mas é o caminho que, de fato, poderia trazer o conforto e a harmonia, viver no equilíbrio do ser. Só será compreendido e conquistado, nos valores morais e espirituais da solidariedade. Se a cultura fosse incentivada e praticada, poderia levar os cidadãos a pensar no raciocínio lógico e, assim, entender, valorizar e desconstruir os caminhos que se apresentam nos condicionamentos que nos são impostos. E entender o que de fato seja a palavra amor. Desde a adolescência me interessava por saber e entender as injustiças sociais, participando, como trabalhador, das atividades sindicais.

Quando estudante participava das manifestações, contra os governos que desgovernam para o povo e, como membro de uma família religiosa, estudei um ano no seminário menor na cidade de São Roque (SP). Na juventude participava em grupos da igreja Católica ligados à Teologia da Libertação, por acreditar que o resumo da Bíblia esteja contemplado no Sermão da Montanha. Saíamos para a prática e atendíamos os mais pobres e necessitados. Desde então, procuro estar do lado dos injustiçados, por conta de ser membro de família de trabalhadores, pais migrantes de outras paragens, a guarida sempre foi de muito trabalho na dedicação à ética e à Justiça, buscando contemplar na compaixão.

Com muitas dificuldades para estudar, tendo de conciliar estudo e trabalho. Não foi nada fácil. Inicialmente fui estudar no curso de Psicologia, fazia sentido primeiro para entender o ser humano, também por conta do trabalho que vinha exercendo naquele período, no mercado da mais-valia, o que ajudaria na evolução funcional, além de ser um desejo do conhecer o comportamento humano e animal, também os processos mentais (razão, sentimentos, pensamentos, atitudes).

As leituras já haviam criado esse embasamento teórico, aguçando a curiosidade e cativando para o saber! Mas o estudo não caminhava na harmonia, quase todos os dias chegava atrasado à universidade, por conta do horário escaldado, apertado no trânsito intransitável. Por outro lado, havia a preocupação com a manutenção do emprego, estar desempregado seria muito estressante, por conta das responsabilidades desde a meninice assumidas e também por entender que para o rico tudo e para o pobre... As labutas e as migalhas. Assim... Vamos embora que esperar não é saber!

Diante dessas e tantas outras preocupações e incompatibilidades, não teria tempo de esperar pelo término do curso, o estresse que já vinha chegando a galopes... Poderia ser um peso forte mais adiante.

Nessas circunstâncias e com as necessidades batendo à porta, o mais urgente e necessário seria, então, o curso de História. Depois de ouvir e conversar com alguns amigos, foi o amigo Sabatini que me fez ver e analisar o que poderia vir a ser; o mais correto para as necessidades prementes, no estar praticando a interação com outros seres. Disse o amigo que, para atiçar a autoestima, o curso de Psicologia tinha tudo a ver; seria um bom caminho, para o que desejava e sonhava, mas o curso de História seria o mais lógico e necessário, diante dos fatos e das premências daqueles momentos. Foi nesse emaranhado de significados, com as dúvidas esquentando a fervura, sem ter muita certeza e na incerteza do nada resolvido, que ingressei no curso de História.

Vejam como são interessantes algumas reflexões, no que seja o viver. São ou não são mistérios, no novo e no velho, de qualquer tempo, para os crentes e para os descrentes, fatos, atos, acontecimentos não pensados, não planejados, mas que talvez a física quântica possa desbaratar algumas inquietações de desentendimentos do tempo ou no tempo...

Reflitam sobre esses fatos: Quando do início do meu último ano letivo, quando estaria completando o curso que estava estudando: História, fui acometido por alguns problemas de saúde e, passando por uma consulta médica, o médico, entre os remédios receitados, me orientou a interromper o curso que estava fazendo, porque o meu corpo e a minha mente precisavam de remanso, e o cérebro, de um período de descanso para se acalmar com mais horas de sono, naqueles dias longos e noites curtas, sem tempo para sonhar!

No outro dia, fui até a universidade, para trancar a matrícula conforme recomendado. Chegando lá, fui até a secretaria resolver e acertar os trâmites normais e, quando estava saindo, encontrei, entre outros, um colega de classe, que me perguntou por que estava faltando às aulas naquele início de ano letivo?

Respondi a ele que estava com alguns problemas de saúde e o médico havia recomendado “trancar a matricula no curso”, para cuidar da saúde que se fazia necessária. O colega, então, disse: “Olha, na escola em que estou trabalhando, está precisando de um professor de História. Como estamos fazendo o último ano do curso, você, se quiser, pode assumir essas aulas. Eu te passo o endereço e a quem procurar lá na escola. São apenas doze aulas, em três períodos noturnos, já que estás interrompendo o curso...”. Fiquei na dúvida, mas anotei o endereço e como deveria proceder para chegar ao local.

Voltando para casa, não conseguia deixar de pensar; deveria aceitar a proposta ou não? Mas havia a dúvida, até porque o médico havia dito sobre a necessidade de descanso, para espantar o estresse que vinha trazendo certa depressão em razão de minha falta de tempo para um sono mais reparador.

Agora me sentia numa encruzilhada, impaciente, atarantado naquelas minhas dúvidas. Mas de repente, diante do meu silêncio, veio como se fosse um anjo e disse aos meus tormentos, naqueles pensamentos: “Vai sim, será o teste para decidires se deve ser essa a profissão que queres e precisas, ou se deves desistir desse curso, dessa profissão”. Na imensa confusão da mente que insistia em manter--me acuado, “em parafuso”, resolvi, então, que deveria desparafusar-me, fazer sim o teste do experimentar.

No outro dia, fui à escola e ficou marcado o dia para dar início ao novo trabalho. Seria na semana seguinte, uma segunda-feira. Faltavam poucos dias para tal “aventura” e, nesses dias que antecederam o início, preparei-me com muito esmero! A semana da decisão entre o sim e o não! Mesmo sem ninguém saber, eu estava inseguro, testando o meu futuro para saber se seria ou não essa a minha profissão. Se não fosse, já faria do trancar a matrícula o fim do estudo de História. Mas se, ao contrário, me sentisse capaz e bem naquilo que buscava, seria o sim, ao início de uma nova história, no partilhar a História, no compartilhar o saber. Imaginem, então, esse começar; ansioso, nervoso, enclausurado com as amarras e as dúvidas. Iniciei, então, o meu trabalho em sala de aula como professor, preparei-me para as primeiras aulas, já no primeiro dia sentia-me tão embevecido, que nem me reconhecia de tanta alegria com a aconchegante felicidade, na fascinante interação do prazer, rejubilando na integração com os/as alunos/alunas.

A satisfação e a realização eram tamanhas, que, passa- das algumas semanas, já me sentia realizado com a vocação para essa nova profissão. Pude então abandonar o emprego desgastante que até então exercia, em empresas privadas, o trabalho na empresa na mais-valia, que nos explora não só no salário, mas na dignidade de pessoa. No ano seguinte continuei o meu trabalho em sala de aula e voltei para a universidade, para terminar o último ano letivo dos meus estudos, que havia sido interrompido.

Até me salvei, expulsei, excomunguei da minha alma aquelas estranhas visitas, estranhadas, angustiadas de uma inesperada e indesejada depressão, que vinha me visitando, antes desse meu novo trabalho.

Alunos = do latim alumnus, que significa literalmente “afilhado”.

Trabalhei dando aulas para adolescentes e adultos, como professor na matéria História, sempre trabalhando junto aos alunos a autoestima vilipendiada pelos condicionamentos sociais, impostos pelos valores burgueses de mercado, através da televisão e outros meios de indução. Digo e comprovo com toda a convicção: Posso atestar que, quando um ser (educando) se descobre na autoestima, fica mais leve, e, na sua leveza, energiza os que estão à sua volta. Isso é fato comprovado até mesmo na ciência.

As realidades de cada um são formatadas em suas crenças e também em todas as experiências que se vive no ambiente do lar, com as pessoas com quem se convive, com os valores que lhe são apresentados, estes vão sedimentando a construção de sua realidade. Se aprenderes e entenderes que o estudar é importante, que a leitura é cativante e transformante, assim vai delinear seu mundo, crenças transformam em verdades que carregaremos conosco.

A maior parte das crenças está no subconsciente e, para acessá-las, é preciso e necessário buscar o autoconhecimento, e este se vai, adquirindo na autoestima, tão necessária para o equilíbrio do ser. Muitas das crenças serão desconstruídas, outras tantas serão mantidas durante toda a vida. Quantas pessoas passam boa parte de suas vidas sem se reconhecer no seu verdadeiro valor. A baixa autoestima são crenças adquiridas por assimilar valores, pré-conceitos, palavras que os diminuem, que lhes fo- ram destilados em algum momento de sua vida, normalmente na primeira infância e ficaram registrados no inconsciente, dirigindo a vida consciente. Então se descobre com a autoestima vilipendiada, transformando o amargor da infelicidade em um viver mais tranquilo, sentindo a paz que não sentia antes.

Percebe seus sonhos alimentados e cativados pela sociedade de consumo, materializando o viver em valores puramente no ter. Passa a entender os verdadeiros valores, cujo real significado ou sentido até então não tinha compreendido. É preciso estar atento e forte e não se deixar influenciar pelos condicionamentos sociais, que nos impõem os valores de mercado, valores esses puramente materialistas. O sentir-se amado, acariciado, é um fator preponderante para o equilíbrio no sentir-se realizado. Pouco ou muito pouco, ou nada, ou quase nada, nada importa. O que muito importa é ficar ereto na caminhada. Quando a gente se descobre e consegue arrancar a escuridão que nos impuseram, ou mesmo quando nós, sem a noção e a percepção, nos perdemos e escondemos na escuridão, arrancarmos a escuridão não é uma tarefa fácil, mas necessária para encontrara autoestima. Precisamos primeiro nos perdoar e entender quem é o “eu”.

Quando no íntimo nos sentimos diminuídos, tudo fica turvo dentro e fora da gente.